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Eu também sou 'o cara' (na corrida)
Eu também sou 'o cara' (na corrida)
| ENTREVISTA A FERNANDO PANGARÉ |
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O ultramaratonista Fernando Pangaré está completando 25 anos de estrada. Isso mesmo.
Parece que foi ontem... 1980.
Ele começou em provas de pista: 1.500 metros rasos.
Como distância pequena nunca foi sua praia, em 1982, ele já estava na rua, correndo 10 km. Nem se lembra do tempo que fez...
Em 1985, encarou, pela primeira vez, a maratona. Fez 3:33:34. Nada mal para um estreante.
Em 2002, a opção pela ultramaratona. De início, a Supermaratona de Rio Grande (RS), prova de 50 km, onde fez 4:25:15.
No mesmo ano, em Salvador, a primeira prova de 24 horas. Fez 149 km, sendo o sétimo no geral e o primeiro em sua categoria (30/39 anos).
Tal resultado animou Pangaré a focar as provas de 24 horas, ainda que, em 2003, tenha retornado a Rio Grande (RS), onde faria 4:26:25 nos 50 km.
Neste mesmo ano, no Rio de Janeiro, seu Estado natal, conquistou a medalha de bronze na ‘Ultramaratona 24 Horas – Tudo Pela Paz’, na cidade de Mesquita. Fez 151 km.
Ainda em 2003, em Goiânia, fez 144 km e chegou em quarto (primeiro novamente em sua categoria) nas ‘ 24 Horas de Goiânia ‘.
No ano passado, Pangaré retornou ao Rio de Janeiro, mas não repetiu o grande resultado do ano anterior. Também pudera. Correu com virose. E, com virose, fez 141 km (sua pior performance em provas de 24 horas), porém, ainda assim, conseguiu um sexto lugar no geral (e, em sua categoria, novamente faturou).
Ainda no ano passado, foi em Salvador, onde estreara em provas de 24 horas, que o professor carioca ‘lavou a alma’.
Sob um tórrido sol de 40 graus, conseguiu atingir 157,3 km na prova, chegando em sexto lugar (e, na sua categoria, mais uma vez, venceu).
Com tudo isso, que desafio poderia estar esperando Pangaré?
Correr 48 horas! Como? Onde?
As opções seriam Estados Unidos, República Tcheca, França, Alemanha e Austrália.
Depois de um levantamento prévio, a escolha recaiu sobre a República Tcheca.
Neste exato momento, o ultramaratonista dá seqüência ao treinamento visando encarar esse ‘mega-desafio’.
A prova tcheca ocorrerá na cidade de Brno, a 250 km de Praga, capital do País.
A prova será realizada em circuito fechado (in door).
A temperatura prevista no local da prova, em Brno, oscila entre 15 e 18 graus centígrados.
Veja o que vai pela cabeça do ultramaratonista:
Pangaré, o Brasil é o ‘País do Futebol’. O primeiro presente que a molecada recebe é uma bola de futebol. Com você foi diferente? Onde nasceu o desejo pela corrida e, particularmente, pelas grandes distâncias?
R – Não foi tão diferente. Eu tentei o futebol. Só que eu era muito ruim de bola. Era o chamado ‘pereba’. No gol, eu até me virava... O problema é que, quando me mandavam a bola, quando eu recebia, por exemplo, um lançamento, eu chegava na bola rapidíssimo. Mas, e o talento, a habilidade para dar seqüência à jogada? Quanto à corrida, quando eu era pequeno, em Ramos, colocou-se-me, equivocadamente, o apelido de ‘diabólico’, visto que era comum estranhar-se o meu excesso de energia, o meu vigor para descer e subir o morro onde eu morava, correndo, para os pequenos afazeres do dia-a-dia, tipo padaria, super-mercado. Posso, pois, afirmar que a corrida está em mim há muito tempo. Talvez eu tenha sido escolhido já no ventre da Dona Alice. E as longas distâncias foram conseqüência do meu amadurecimento aeróbico. A verdade é que é por demais prazeroso, para mim, efetuar longos percursos...
2) Pangaré, 25 anos de estrada. Como você vê esse marco?
R – A bem da verdade, um marco para mim e para o Atletismo Nacional. Pouco corredor de rua permanece tanto tempo ativo. No esporte, as coisas são efêmeras, fortuitas, transitórias e passageiras. O Guga, depois de tanta cirurgia, não vai resistir muito tempo. O Popó já ‘cantou a pedra’. No máximo, 2/3 anos, completa o pé de meia e tchau. Já o Pangaré aqui...
3) Para permanecer tanto tempo de pé, certamente obstáculos não faltaram...
R - Sem dúvida. Se eu fosse optar por enumerar as barreiras e os empecilhos, todos os entraves que enfrentei, certamente espaço me faltaria; lágrimas, não. Falaria até amanhã. E haja ‘causo’ para contar... Contudo, posso resumir a minha trajetória da seguinte forma: são 25 anos de corrida, dos quais, 13, em Fortaleza. APOIOZERO (é junto mesmo!) do Poder Público Estadual e Municipal. Da Iniciativa Privada, raramente recebo algo e, quando isso acontece, vem na forma de uma pequena contribuição... Assim, você pode imaginar o tamanho da encrenca que optar-se pela ultramaratona, trabalhando manhã, tarde e noite, fazendo, na marra, no braço, na cara e na coragem, 34 competições nos últimos 36 meses, sem apoio, com a auto-estima meio baqueada, e tendo que, quase sempre, apelar à misericórdia de Deus... Se o camarada não tiver solidez espiritual, ele logo pensa em ‘chutar o pau da barraca’. Esse tipo de pensamento, felizmente, nunca teve lugar na minha mente, afinal, amo o ato de correr, afinal, quando corro, sinto que estou vivo. Gostaram? Essa afirmação é do Illen Kerr, que já partiu.
4) Pangaré, a maioria das pessoas, quando corre alguns quilômetros, já fica esbaforida. A freqüência cárdio-respiratória ‘vai a mil’. Você já correu quase 200 mil km. Isso não te cansou?
R – Certamente que eu teria me cansado se eu tivesse Deus ao meu lado. A rigor, sem Ele, certamente, eu não teria chegado onde cheguei.
5) Pangaré, neste um quarto de século, qual foi o momento mais dramático que você já viveu?
R – Em fevereiro de 1997, eu estava no DESAFIO DO SÉCULO, em Israel. Deveria correr de Netanya, no Mar Mediterrâneo, até Jerusalém. Largada depois das 3 da tarde. São 94 km. Quando cheguei em Telaviv, começando a escurecer, errei o caminho da prova. Obtive, para acabar de acertar, uma informação errada de um guarda (uma espécie de policial) judeu, quanto ao percurso... Tive que correr desnecessariamente uns 8 km. Pior que isso, o meu staff sumiu! Isso mesmo. Alugara (quer dizer, eu só tinha uns U$ 20,00. O rapaz pagou quase tudo) um carro em Jerusalém com esse staff. Comprara mantimentos para a minha sobrevivência. Assim... eu correndo, sem água, alimentação, numa terra estranha, sem falar hebraico, com um inglês meio fajuto, duro, dispondo só de um cartão telefônico, não podia dar boa coisa...
6) E aí, como você se virou?
R – Bom, eu me aproximei de um judeu e usei o meu ‘inglês’ para expor-lhe a minha situação, ou seja, os ‘maus lençóis’ em que eu me metera. Sensibilizado com a minha situação, o judeu me levou ao seu local de trabalho e expôs o caso a um colega, que falava um pouco de espanhol. A solução encontrada foi a seguinte: o segundo judeu telefonou para um brasileiro, um camarada de Copacabana, que, há 12 anos, estava em Israel. Comunicamo-nos na língua pátria. E ele combinou que pediria para o judeu emprestar-me o dinheiro da volta, afinal, de Telaviv para Jerusalém dá uns 60 km. O problema é que o judeu não me deu nenhum tostão. Apenas me embarcou em um ônibus. Acho que o judeu, assim como eu, estava duro e não quis abrir o jogo. Bom, chegando em Jerusalém, outra batalha: agora, para chegar ao hotel onde eu estava hospedado. O judeu de Telaviv me dissera que, do local do desembarque, em Jerusalém, daria para ir à pé. É ruim, hein! Bom, procurei um ‘terminal’ de ônibus. Fui a um funcionário e, com a célebre frase ‘No have money’, consegui mover-lhe o coração. Deu-me uma moeda de alguns shekéis e indicou-me, num pedaço de papel, o número do ônibus que me conduziria ao hotel. Ufa! Assim, retornei ao meu ponto de partida, tendo corrido uns 45 km (sem comer nem beber nada, mas, super-inteiro), sem concluir o meu desafio. Revi o meu ‘amigo’ staff, que me deixara órfão de pai e mãe. Havia retornado a Jerusalém e ‘esquecido’ de mim. Muitos, no hotel, estavam estupefatos com a ‘loucura’.
7) E qual a sua pior decepção?
R - Foi em outubro de 1990. Eu ainda morava no Rio de Janeiro. Eu tinha ido correr a Maratona de Buenos Aires. Era atleta da UFRJ, que tinha pago a minha passagem. Aliás, é bom que se diga, que se grife, que a UFRJ, entre 1986 e 1991, nunca me negou nada, nunca me indeferiu um pleito. Ocorre que, mesmo tendo ônibus direto ligando o Rio a Buenos Aires, decidi ir por Uruguaiana, na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina. Saí do Rio com o tempo mais ou menos contado. Seriam 36 horas de viagem. De Uruguaiana para Buenos Aires, parece-me que eram uns 780 km. Com o atraso ocorrido na ida a Uruguaiana, eu terminei perdendo a conexão que me levaria a Buenos Aires a tempo de correr a maratona. Restou-me, portanto, dali mesmo, retornar para casa. Pior foi que um gaúcho ‘muito macho’ ainda me ‘estranhou’, no hotel... Detalhe: usei todo o dinheiro que tinha para comprar a passagem de volta, pois a passagem recebida era Rio/Buenos Aires/Rio. Como retornar, estando-se em Uruguaiana? Fiquei duro e viajei 36 horas sem comer nada. Passei fome pela primeira vez na vida. Fiquei sonhando com um baita de um rodízio, ao chegar no Rio... Nada disso. O organismo ficou anestesiado pela fome.
8) Pangaré, com tanta insensibilidade público-privada diante do seu inquestionável trabalho, você pensa em sair fora? Você gosta de viver no Ceará?
R – Olha, em 1996, uma repórter da Tv Cidade me perguntou isso. Eu estava fazendo um trabalho, a fim de obter a minha inclusão no Guinness. Eu, à época, respondi que, se convites surgissem, eu poderia contempla-los. Hoje, penso diferente. Apesar dos pesares, apesar da insensibilidade que acompanha o meu trabalho, eu amo o Ceará. O Estado pode até não merecer esse apreço. Aqui, constituí família. Foi o local escolhido por mim, após casar-me. Portanto, salvo fato inusitado, pretendo permanecer por aqui.
9) E essa história do Guinness como foi?
R – Em 1994, decidi fazer alguma coisa que pudesse me levar a ser incluído no Guinness Book of the Records, o Livro dos Recordes. Como sempre fui chegado a desafios, decidi correr full time 1 ano, sem parar. Consegui atingir 10.000 km. Com chave de ouro, no Rio, fechei essa jornada. Rolou até um ‘Jornal Nacional’. Ali, nasceria, ou melhor, se conectaria definitivamente em mim, o apelido ‘Pangaré’. Posteriormente, decidi permaneci na jornada. Foi mais um ano. Algo em torno de 13.000 km.. De novo, chave de ouro, no Rio. Perdi a chance de um grande ‘Esporte Espetacular’... Parti para o terceiro ano. Foi quando, em fevereiro de 1997, como, há pouco, falei, fui parar em Israel, no DESAFIO DO SÉCULO. Foram mais 13.000 km.
10) E a inclusão no Livro dos Recordes?
R – Infelizmente, ela não aconteceu, por motivos e razões alheios a minha vontade, apesar de eu ter conseguido efetivar aquilo ao que havia me proposto em 1994. Corri em torno de 36.000 km.
11) Fora Israel, em quais países você já esteve?
R – Estive na Argentina. Fui só pisar em solo argentino, atravessando a ponte que separa Uruguaiana, no Brasil, de Passo de Los Libres, na Argentina. Conheci o Paraguai, em 1990, quando fui correr um 10 km em Apucarana, quase da mesma forma, saindo de Guaíra, no Paraná, de barco, indo até Salto Del Guairá, no país vizinho. Por fim, em 1997, antes de chegar a Israel, passei pela Itália e pelo Egito.
R – Pisar na Terra Santa é algo sem precedentes. E algo indizível pisar onde Jesus pisou...
13) Bom, Pangaré, para quem está de fora e vê tantos desafios e tantas superações numa pessoa, fica a impressão de que vai ser fácil correr 48 horas ...
R – Nada disso. Primeiro, porque, em mim, não posso omitir que há um forte percentual de indagação, já que é uma experiência nova. Por mais que bagagem não me falte, devo deixar claro que estou me propondo a fazer 100% a mais do que o máximo que, até então, já concretizei. Portanto, nada de facilidade. E é bom que não se esqueça de que estarei vivenciando um lugar, um clima, um povo, uma cultura totalmente estranhos a mim. Mas, vai dar tudo certo, pois quem me deu força para chegar até aqui não seria agora que me ‘deixaria na mão’.
14) Qual o treinamento para se agüentar correr 48 horas?
R – Por incrível que pareça, eu não tenho treinado tão forte assim não. Disponho de pouco tempo. Não tenho apoio. Tenho que aplicar o ‘milagre dos pães’, dia-a-dia, sobre o meu salário, pois tenho mulher, 3 filhos e... a corrida. Preciso trabalhar 11 horas por dia, de forma que, quando muito, corro 30 km/dia. Em fins de semana, essa quilometragem pode passar dos 40 km/dia. Minha alimentação e meu repouso estão longe dos níveis ideais...
15) Então, como justificar-se os brilhantes resultados obtidos ultimamente em ultramaratonas?
R- Grife-se ‘em ultramaratonas’, pois tenho corrido também provas pequenas, a título de treinamento, sem grandes performances. Você chegou onde eu queria. Eu possuo o que os especialistas chamam de lastro fisiológico, que, a rigor, é a bagagem de adaptação orgânica adquirida no decorrer de um quarto de século correndo. Fora isso, sou muito resistente. E sou talhado na dificuldade. Nunca tive vida boa. Falei da UFRJ. Só me dava passagem! Sempre ralei muito, ou melhor, sempre precisei vencer um Golias a cada dia...
16) Alguma tática especial para a República Tcheca?
R – Essa pergunta me lembra um lema da Corrida de Rua, na década de 80, em relação à maratona: ‘ o importante é completar ‘. Esse é o meu lema, a minha filosofia na minha primeira experiência numa prova de 48 horas. Correr tranqüilo, com a cabeça, auscultando o meu corpo. Uma ultramaratona não tolera nem absorve – tão pouco perdoa - um erro de tática... De mais a mais, não devo nada a ninguém! Não tem ninguém para me cobrar ou criticar. Se cheguei onde cheguei, atribuo isso a um milagre de Deus na minha vida. E só. Sendo assim...
17) Você tem algum agradecimento a fazer, Pangaré?
R – Sim. Em relação ao passado, eu agradeço ao Prof. César Gomes do Couto, da UFRJ, meu primeiro técnico, o homem que acreditou em meu potencial sobre-humano de resistência em corrida de rua. Com ele, em 1986, aprendi que só faria resultado se treinasse duas vezes/dia. Ele me proporcionou o primeiro tênis de qualidade, um Adidas francês. Ajudou-me com equipamento e alimentação. Ele está lá no Rio, um pouco longe. Entretanto, fica registrado o meu apreço. Em relação ao presente, agradeço às duas empresas, cujos nomes não estou autorizado a ventilar, que estão acreditando em mim e me dando um apoio para que, em relação à República Tcheca, eu não tenha que vivenciar o adágio de ‘nadar, nadar e morrer na praia’.
18) Mas, você ainda precisa de quanto para concretizar a República Tcheca?
R- Creio que uns U$ 1.000,00 resolveriam a parada. A inscrição no evento custa 150,00 euros. Precisarei de, no mínimo, quatro bons pares de tênis. Minhas roupas de frio não estão lá essas coisas... Estadia e alimentação na Europa não são muito baratas... E só estou garantindo a minha passagem até Frankfurt. De lá para Praga, são 700 km... O fato do real, hoje, valer 8,55 coroas tchecas não vai facilitar a minha vida por lá, pois o custo de vida naquele País, mesmo sem a adoção do euro, é meio salgado. É Europa.
19) Faz, então, um apelo. Quem sabe alguém não te ouve.
R – Até que as pessoas têm me ouvido. O problema é que parece que tenho clamado no deserto. Nosso Capital Privado é muito reacionário. Só entra onde enxerga a maximização de lucros. Como não há lei de incentivo fiscal para investimento em esporte amador, a coisa só desanda... De qualquer forma, eu estou aqui, de coração aberto. O que vier de bom grado a gente aceita. Garanto que não fará falta ao eventual doador/apoiador/patrocinador.
20) Pangaré, Prefeitura nova. E aí, alguma perspectiva favorável?
R - Já respondi a algo do gênero no COMversa, a exatos 2 anos. Entretanto, há um diferencial no ar... Hoje, estive com o Rogério Pinheiro, Secretário da SER II, à qual, como professor, sou ligado. Tendo tomado conhecimento da minha batalha hercúlea, imediatamente hipotecou-me apoio. Entrou em contato com o Secretário de Desenvolvimento Econômico, José de Freitas Uchoa, com quem eu já havia conversado, e que também referendou-me apoio. Sendo assim, para um trabalho que está apenas começando, creio que a discussão pode avançar. Certamente, a prefeita Luizianne Lins também se sensibilizará com os meus história e histórico e poderá viar a somar comigo. Porque não? Tudo é possível ao que crê. É esperar para ver. Quem sabe na filosofia da Operação Fortaleza Bela não há um espaço para que a Prefeitura Municipal de Fortaleza recolha o entulho político-administrativo que jamais permitiu ao nosso Executivo Municipal apoiar-me, referendo-lhe sucessivos indeferimentos, pagando, assim, uma dívida histórica que creio e julgo (pode até estar enganado nessa minha leitura histórica) ter a Prefeitura comigo.
21) Para encerrar, qual a palavra que você teria para quem está começando agora no esporte?
R – Acima de tudo, esporte é vida. As coisas acontecem lentamente. Para um time ir da defesa ao ataque leva um tempo. Há passos a serem dados. Há degraus a serem vencidos. Ninguém vence o sedentarismo da noite para o dia. De mais a mais, leva-se tanto tempo para chegar a um estado deplorável. Então, porque querer abraçar o mundo com a mão e se tornar um esbelto/sarado num passe de mágica? Sedentarismo não é um adversário fácil de ser batido. O povo americano que o diga... Já até estão falando no Brasil na tal da ‘fome gorda’. É mais ou menos por aí. Tente gente desnutrida e, ao mesmo tempo, ‘inchada’. A receita é perseverar, com intrepidez e ousadia. Pode fazer que dá certo. Esta aí o meu exemplo, que não me deixa mentir. Há, quase esqueço: e Jesus no coração, pois ele é o arcabouço da vitória.
Contatos com Pangaré: (85) 32269924 – 91262292
ultramaratonistapangare@hotmail.com * sempatrocinio@hotmail.com
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